Cuidado com as aspas!

Às vezes somos convidados a dar entrevistas. Juro que prefiro encarar uma câmera e um microfone que um jornalista fazendo anotações. Não poucas vezes vi meu nome na seqüência de uma frase aspeada que, juro, não disse. As aspas dão credibilidade e autoria a uma fala. O problema é que nunca o jornalista assume que aquela frase é dele, não do entrevistado.
Isso aconteceu, mais uma vez, nas informações que me foram pedidas, por telefone e que, só no fim da ligação, soube que seria uma entrevista. Taí a matéria. E com total desconhecimento de causa, o repórter contrapõe a minha fala à do movimento em defesa do Teatro São Cristóvão. [?!?!] Engraçado que em nenhum momento foi citado o que eu veementemente afirmei: que a responsabilidade da conservação, especialmente da Associação dos Chauffeurs, e da gestão do espaço urbano é municipal. Não estou inventando nem querendo criar celeuma política: o pacto federativo, expresso na Constituição de 1988 e no Estatuto das Cidades assim determmina.
O Teatro São Cristóvão não está sob risco eminente de ruína, pois suas estruturas são de concreto, mas o edifício da Associação dos Chauffeurs, tombado pelo município, esse sim, possui estrutura autoportante e já perdeu boa parte da amarração interna: barrotes e paredes. Aviso: o edifício da Associação dos Chauffeurs vai cair em poucos meses, a menos que alguma atitude seja tomada pelo município e pelo Ministério Público.
E sobre o estado do Chalé Tavares Cardoso, tombado e propriedade do município, a reportagem fala a vôo de garça, colocando uma foto antiga... Façam-me o favor!

Comentários

Amanda Pinto disse…
Exemplo meio besta que vou dar, mas é típico de Rita Skeeter (jornalista do Harry Potter que tem uma pena-de-repetição-rápida) colocar palavras na boca dos entrevistados.
Verdadeiro telefone-sem-fio!
;*

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